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Existe exame para mau hálito? Conheça o teste organoléptico

A halitose é um problema super comum. A estimativa é que atinja cerca de 30% dos brasileiros. E o pior é que muita gente nem sabe, já que o corpo se acostuma com o cheiro e, na maioria das vezes, outras pessoas ficam constrangidas em avisar. Por isso, é importante consultar um dentista e fazer o teste organoléptico em caso de suspeita.

Esse é um exame simples, feito pelo próprio dentista. Contudo, é capaz de identificar se o problema realmente existe. Se for detectado, o profissional passa para a investigação da causa da halitose, já que ela não é uma doença, mas sim uma consequência de outros problemas.

Entre os fatores que podem causar mau hálito, 90% têm relação com a cavidade bucal. Isso inclui baixa produção de saliva, gengivite, saburra (placa bacteriana na língua) e periodontite, por exemplo. Saiba mais sobre o tema a seguir.

Entenda como é o teste organoléptico 

O exame organoléptico é feito pelo dentista no consultório. É um procedimento bem simples. De acordo com a Associação Brasileira de Halitose (ABHA), o profissional pede que o paciente fique um minuto sem falar.

Após esse período, o dentista se posiciona a mais ou menos 15 cm de distância e pede para que o paciente sopre, como se fosse apagar uma vela. Isso deve ser feito na direção do nariz do profissional, que vai avaliar se há alteração no hálito. Caso o resultado seja positivo, o teste pode ser repetido a 30 cm de distância e através da fala do paciente.

Outros exames também ajudam a identificar mau hálito

Ter mau hálito costuma ser constrangedor. E o teste organoléptico realmente não é dos mais agradáveis. Por isso, há outras técnicas. Entretanto, vai depender da disponibilidade do equipamento no consultório de odontologia. 

Com máquinas como Halimeter e OralChroma, o dentista coleta o ar da boca do paciente para inserir no aparelho, que procura identificar gases que geram o mau hálito. 

Contudo, outro teste – este ligado à identificação das causas do mau hálito – é a sialometria, que mede a produção da saliva. Caso esteja baixa, o profissional pode receitar produtos específicos, saliva artificial, além de orientar sobre a ingestão adequada de água e fazer outras indicações.

Estou com mau hálito, e agora?

Bom, se você fez o teste organoléptico e deu positivo, fique tranquilo e siga as orientações do seu dentista. E se ainda não tiver se consultado e feito o exame, marque uma consulta o quanto antes.

Como citamos, o mau hálito pode ser diversas causas, e só o profissional pode identificar corretamente. Além disso, ele vai indicar o tratamento ideal e mais eficiente, receitar produtos que ajudem na recuperação ou encaminhar para um médico especialista, no caso da raiz do problema não estar na cavidade bucal.

Entretanto, há algumas dicas que você pode começar a colocar em prática mesmo antes de chegar o dia da sua consulta, como:

  • Escovar os dentes após as refeições para evitar a placa bacteriana;
  • Usar fio dental;
  • Usar um raspador de língua para remover resíduos de alimentos;
  • Aumentar a ingestão de água para contribuir com a produção de saliva;
  • Comer alimentos ricos em fibra para ajudar na limpeza natural da boca;
  • Não fumar;
  • Evitar bebidas alcoólicas.

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