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Mau hálito pega? Saiba se esse problema bucal é contagioso

Cheiro ruim na boca ou na respiração já é ruim por si só. E quando se convive com alguém que está com esse problema pode surgir aquele medo: será que mau hálito pega?

A situação é delicada, já que também há o receio de demonstrar ou dizer à pessoa que ela está com mau hálito. Porém, esse é um assunto que precisa ser desmistificado, pois halitose é um sinal de que algo não vai bem e precisa de tratamento.

Mas para saber se mau hálito pega, primeiro é necessário entender por que ele acontece. Depois dessa explicação, vamos falar também sobre as causas desse problema e te mostrar como evitar a halitose.

Afinal, mau hálito pega?

Basicamente, a resposta para essa pergunta é não. É que o mau hálito é causado pela disfunção da flora bucal. Sendo assim, bactérias ruins se apresentam em maior quantidade do que aquelas boas, responsáveis pela digestão e por manter a boca limpa e saudável.

Daí, surge a famosa placa bacteriana, velha conhecida por ser responsável pelos principais problemas bucais. Cárie, gengivite e mau hálito estão entre as doenças desencadeadas por esse biofilme transparente e pegajoso. Ele se acumula na superfície dos dentes e, aos poucos, deteriora o material.

No entanto, todas essas bactérias (boas ou ruins) já habitam nossa boca naturalmente. Então, se você está na dúvida se mau hálito pega, saiba que ao beijar ou conviver com uma pessoa assim, você não corre o risco de ser “contaminado”.

“Mas e o mau hálito matinal, pega?”. Essa é outra pergunta que costuma surgir bastante, mas tem a mesma resposta da anterior. Na verdade, acordar com odor alterado na boca é comum. É que durante o sono ficamos muito tempo sem comer e produzindo pouca saliva. 

Porém, ao levantar e escovar os dentes, esse mau hálito deve ser eliminado. Caso contrário, é preciso procurar um dentista para identificar as possíveis causas do problema.

Problema é comum e tem diferentes causas

Agora que você já sabe se mau hálito pega ou não, pode ficar mais aliviado e entender melhor sobre o assunto. No geral, a halitose não é um problema em si, mas sim um sintoma.

Estima-se que o mau hálito atinja cerca de 30% da população brasileira. E as causas podem variar, ultrapassando 60 possíveis diagnósticos. Destes, aproximadamente 90% são relacionados a problemas bucais.

Os mais comuns são a saburra (acúmulo de placa bacteriana na gengiva) e doenças no tecido mole como gengivite e periodontite.

Porém, o mau hálito também pode ser causado por questões chamadas de extrabucais. Ou seja, pode estar relacionado a infecções, como de garganta ou nariz, ao tabagismo, ao consumo de álcool e até mesmo ao diabetes descontrolado.

Como evitar o mau hálito?

Já que, na maioria dos casos, o mau hálito é provocado por problemas bucais, a melhor forma de evitar esse inconveniente é se prevenindo dessas doenças. Saiba como!

Mantenha a higiene bucal

Para começar, cuide para que sua higiene bucal seja bem-feita. Escove os dentes após as refeições e antes de dormir, use fio dental diariamente e não se esqueça de fazer a limpeza da língua também. O ideal é usar uma escova macia e creme dental com flúor.

Visite um dentista regularmente

Contudo, mesmo mantendo uma rotina adequada de limpeza, a placa bacteriana pode se acumular em locais de difícil acesso da escova de dente. Isso acontece naturalmente, e o tratamento é bem simples.

É por isso que a recomendação é fazer visitas periódicas ao dentista, pelo menos a cada seis meses. Assim, o profissional pode avaliar sua saúde bucal, identificar as necessidades de tratamento e realizar a limpeza em consultório (profilaxia). E pode ficar tranquilo: esses procedimentos são cobertos por planos odontológicos!

Causas extrabucais também podem ser evitadas

Além disso, outras causas do mau hálito também podem ser evitadas, como cigarro e consumo de álcool. Outro ponto importante é o consumo de água, que deve ser frequente para evitar a boca seca (xerostomia), que aumenta o problema.

Cuide também da sua alimentação e da sua saúde. Faça exames ao menos uma vez por ano para acompanhar taxas como a glicose e evitar o desenvolvimento da diabetes.

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